quinta-feira, 15 de março de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Concentração
Após ganhar vários torneios de Arco e Flecha, o jovem e arrogante campeão resolveu desafiar um mestre Zen que era renomado pela sua capacidade como arqueiro.
O jovem demonstrou grande proficiência técnica quando ele acertou em um distante alvo na mosca na primeira flecha lançada, e ainda foi capaz de dividi-la em dois com seu segundo tiro.
"Sim!", ele exclamou para o velho arqueiro, "Veja se pode fazer isso!"
Imperturbável, o mestre não preparou seu arco, mas em vez disso fez sinal para o jovem arqueiro segui-lo para a montanha acima. Curioso sobre o que o velho estava tramando, o campeão seguiu-o para o alto até que eles alcançaram um profundo abismo atravessado por uma frágil e pouco firme tábua de madeira. Calmamente caminhando sobre a insegura e certamente perigosa ponte, o velho mestre tomou uma larga árvore longínqua como alvo, esticou seu arco, e acertou um claro e direto tiro.
"Agora é sua vez," ele disse enquanto ele suavemente voltava para solo seguro.
Olhando com terror para dentro do abismo negro e aparentemente sem fim, o jovem não pôde forçar a si mesmo caminhar pela prancha, muito menos acertar um alvo de lá.
"Você tem muita perícia com seu arco," o mestre disse, percebendo a dificuldade de seu desafiante, "mas você tem pouco equilíbrio com a mente que deve nos deixar relaxados para mirar o alvo."
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Sem Mais Questões
Ao encontrar um mestre Zen em um evento social, um psiquiatra decidiu colocar-lhe uma questão que sempre esteve em sua mente:
"Exatamente como você ajuda as pessoas?" ele perguntou.
"Eu as alcanço naquele momento mais difícil, quando elas não tem mais nenhuma questão para perguntar," o mestre respondeu.
sábado, 30 de abril de 2011
Seguindo a corrente
Um velho homem bêbado acidentalmente caiu nas terríveis corredeiras de um rio que levavam para uma alta e perigosa cascata. Ninguém jamais tinha sobrevivido àquele rio. Algumas pessoas que viram o acidente temeram pela sua vida, tentando desesperadamente chamar a atenção do homem que, bêbado, estava quase desmaiado. Mas, miraculosamente, ele conseguiu sair salvo quando a própria correnteza o despejou na margem em uma curva que fazia o rio.
Ao testemunhar o evento, Kung-tzu (Confúcio) comentou para todas as pessoas que diziam não entender como o homem tinha conseguido sair de tão grande dificuldade sem luta:
"Ele se acomodou à água, não tentou lutar com ela. Sem pensar, sem racionalizar, ele permitiu que a água o envolvesse. Mergulhando na correnteza, conseguiu sair da correnteza. Assim foi como conseguiu sobreviver."
domingo, 31 de outubro de 2010
Garotas
Tanzan e Ekido certa vez viajavam juntos por uma estrada lamacenta.
Uma pesada chuva ainda caía, dificultando a caminhada.
Chegando a uma curva, eles encontraram uma bela garota vestida com um quimono de seda e cinta, incapaz de cruzar a intercessão.
"Venha, menina," disse Tanzan de imediato.
Erguendo-a em seus braços, ele a carregou atravessando o lamaçal.
Ekido não falou nada até aquela noite quando eles atingiram o alojamento do Templo.
Então ele não mais se conteve e disse:
"Nós monges não nos aproximamos de mulheres," ele disse a Tanzan, "especialmente as jovens e belas. Isto é perigoso. Por que fez aquilo?"
"Eu deixei a garota lá," disse Tanzan. "Você ainda a está carregando?"
domingo, 19 de setembro de 2010
Somos o que pensamos
Somos aquilo que sentimos e percebemos.
Se estamos zangados, somos a raiva.
Se estamos apaixonados, somos o amor.
Se contemplamos um pico nevado, somos a montanha.
Ao assistir a um programa de televisão de baixa qualidade, somos o programa de televisão.
Enquanto sonhamos, somos o sonho.
Podemos ser qualquer coisa que quisermos, mesmo sem uma varinha mágica.
sábado, 18 de setembro de 2010
Samsara
O monge perguntou ao Mestre:
"Como posso sair do Samsara?"
O Mestre respondeu:
"Quem te colocou nele?"
"Como posso sair do Samsara?"
O Mestre respondeu:
"Quem te colocou nele?"
A Lua Não Pode Ser Roubada
Ryokan, um mestre Zen, vivia a mais simples e frugais das vidas em uma pequena cabana aos pés de uma montanha. Uma noite um ladrão entrou na cabana apenas para descobrir que nada havia para ser roubado.
Ryokan retornou e o surpreendeu lá.
"Você fez uma longa viagem para me visitar," ele disse ao gatuno, "e você não deveria retornar de mãos vazias. Por favor tome minhas roupas como um presente."
O ladrão ficou perplexo. Rindo de troça, ele tomou as roupas e esgueirou-se para fora.
Ryokan sentou-se nu, olhando a lua.
"Pobre coitado," ele murmurou. "Gostaria de poder dar-lhe esta bela lua."
Ryokan retornou e o surpreendeu lá.
"Você fez uma longa viagem para me visitar," ele disse ao gatuno, "e você não deveria retornar de mãos vazias. Por favor tome minhas roupas como um presente."
O ladrão ficou perplexo. Rindo de troça, ele tomou as roupas e esgueirou-se para fora.
Ryokan sentou-se nu, olhando a lua.
"Pobre coitado," ele murmurou. "Gostaria de poder dar-lhe esta bela lua."
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Buscando por Buddha
Um monge pôs-se a caminho de uma longa peregrinação para encontrar Buddha.
Ele levou muitos anos em sua busca até alcançar a terra onde dizia-se que vivia Buddha.
Ao cruzar o sagrado rio que cortava este país, o monge olhava em torno enquanto o barqueiro conduzia o bote.
Ele percebeu algo flutuando em sua direção. Quando o objeto chegou mais perto, ele viu que era um cadáver - e que o morto era ele mesmo!
O monge perdeu todo o controle e deu um grito de dor à visão de si mesmo, rígido e sem vida, flutuando suavemente na corrente do grande rio.
Neste instante percebeu que ali estava começando sua busca pela liberação...
E então ele soube definitivamente que sua procura por Buddha havia terminado.
Ele levou muitos anos em sua busca até alcançar a terra onde dizia-se que vivia Buddha.
Ao cruzar o sagrado rio que cortava este país, o monge olhava em torno enquanto o barqueiro conduzia o bote.
Ele percebeu algo flutuando em sua direção. Quando o objeto chegou mais perto, ele viu que era um cadáver - e que o morto era ele mesmo!
O monge perdeu todo o controle e deu um grito de dor à visão de si mesmo, rígido e sem vida, flutuando suavemente na corrente do grande rio.
Neste instante percebeu que ali estava começando sua busca pela liberação...
E então ele soube definitivamente que sua procura por Buddha havia terminado.
domingo, 22 de agosto de 2010
O Mais Importante Ensinamento
Um renomado mestre Zen dizia que seu maior ensinamento era este: Buddha é a sua mente.
De tão impressionado com a profundidade implicada neste axioma, um monge decidiu deixar o Monastério
e retirar-se em um local afastado para meditar nesta peça de sabedoria.
Ele viveu 20 anos como um eremita refletindo no grande ensinamento.
Um dia ele encontrou outro monge que viajava na através da floresta próxima à sua ermida.
Logo o monge eremita soube que o viajante também tinha estuda sob o mesmo mestre Zen.
"Por favor, diga-me se você conhece o grande ensinamento do mestre," perguntou ansioso ao outro.
Os olhos do monge viajante brilharam, "Ah! O mestre foi muito claro sobre isto.
Ele disse que seu maior ensinamento era:
Buddha NÃO é a sua mente."
sábado, 19 de junho de 2010
Caçando dois coelhos
Um estudante de artes marciais aproximou-se de seu mestre com uma questão:
"Gostaria de aumentar meu conhecimento das artes marciais. Em adição ao que aprendi com o senhor, eu gostaria de estudar com outro professor para poder aprender outro estilo. O que pensa de minha idéia?"
"O caçador que espreita dois coelhos ao mesmo tempo," respondeu o mestre, "corre o risco de não pegar nenhum."
domingo, 5 de abril de 2009
Equilíbrio
Num reino na China, dois criminosos foram condenados à morte. No último minuto, o rei, para mostrar sua compaixão, disse aos condenados: vocês tẽm ainda mais uma chance de viver. Se forem corajosos e tiverem equilíbrio, atravessem este abismo sobre uma corda suspensa, caminhando. Quem chegar ao outro lado estará livre da pena.
O primeiro condenado caminhou sobre a corda e rapidamente chegou ao outro lado.
Maravilhado, o segundo perguntou: como você fez para chegar aí sem cair? Ao que o primeiro respondeu:
- Bem, quando eu sentia que ia cair para um lado, pendia meu corpo para o outro, e vice-versa.
O primeiro condenado caminhou sobre a corda e rapidamente chegou ao outro lado.
Maravilhado, o segundo perguntou: como você fez para chegar aí sem cair? Ao que o primeiro respondeu:
- Bem, quando eu sentia que ia cair para um lado, pendia meu corpo para o outro, e vice-versa.
Calma
Ch’ui, o projetista,
Sabia desenhar círculos mais perfeitos a mão livre,
do que com o compasso.
Seus dedos traziam
formas espontâneas do nada.
Enquanto isso,
a mente mantinha-se livre e despreocupada
com o que estava fazendo.
Nenhuma aplicação era necessária.
Sua mente era inteiramente simples
E não conhecia obstáculos.
Assim, quando o sapato se adapta,
esquece-se o pé.
Quanto o cinto se adapta,
o ventre é esquecido.
Quando o coração está bom,
o “pró” e o “contra” são esquecidos.
Nada de anseios, nada de compulsões,
Nada de necessidades, nada de atrações!
Então seus assuntos
Estão sob controle.
Você é um ser livre.
O calmo é certo.
Comece certo
e você estará calmo.
Continue calmo e você estará certo.
A maneira correta de ir com calma,
é esquecer-se da maneira correta
e esquecer-se de que a ida é fácil.
- Chuang Tsu
Sabia desenhar círculos mais perfeitos a mão livre,
do que com o compasso.
Seus dedos traziam
formas espontâneas do nada.
Enquanto isso,
a mente mantinha-se livre e despreocupada
com o que estava fazendo.
Nenhuma aplicação era necessária.
Sua mente era inteiramente simples
E não conhecia obstáculos.
Assim, quando o sapato se adapta,
esquece-se o pé.
Quanto o cinto se adapta,
o ventre é esquecido.
Quando o coração está bom,
o “pró” e o “contra” são esquecidos.
Nada de anseios, nada de compulsões,
Nada de necessidades, nada de atrações!
Então seus assuntos
Estão sob controle.
Você é um ser livre.
O calmo é certo.
Comece certo
e você estará calmo.
Continue calmo e você estará certo.
A maneira correta de ir com calma,
é esquecer-se da maneira correta
e esquecer-se de que a ida é fácil.
- Chuang Tsu
terça-feira, 24 de março de 2009
Simples, mas não fácil ...
Coma quando estiver com fome, durma quando estiver com sono, esqueça o passado, não se preocupe com o futuro ...
domingo, 8 de março de 2009
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Onde Vai?
Em dois mosteiros vizinhos viviam dois jovens monges muito amigos.
De manhã, sempre os monges se encontravam, cada um cuidando de seus afazeres.
Certo dia, um dos monges estava varrendo o pátio de seu templo e, vendo aproximar-se o amigo, perguntou:
"Olá! Onde vais?"
O amigo respondeu, feliz:
"Vou aonde meus pés me levarem..."
O monge ficou intrigado com a resposta e comentou com seu mestre. Este lhe disse:
"Da próxima vez, diga-lhe: 'E se não tivesses pés?'"
Quando o jovem noviço viu o amigo de novo na manhã seguinte, fez a mesma pergunta já antecipando o momento em que pegaria o amigo de jeito, desta vez:
"Onde vais?"
Mas o outro disse:
"Aonde o vento me levar!"
O monge ficou frustado! Voltou ao mestre e contou a nova resposta, e este, sorrindo, disse:
"Da próxima vez, diga-lhe: 'E se o vento parasse de soprar?'"
O jovem monge ficou encantado com a idéia:
"Sim, sim! Essa é boa! Agora ele não me escapa!"
No dia seguinte, ao amanhecer, ele viu seu amigo aproximando-se de novo. Perguntou-lhe:
"Olá! Onde vais?"
O amigo parou, sorriu-lhe, e falou suavemente:
"Simplesmente vou ao mercado, meu amigo...", e seguiu seu caminho.
De manhã, sempre os monges se encontravam, cada um cuidando de seus afazeres.
Certo dia, um dos monges estava varrendo o pátio de seu templo e, vendo aproximar-se o amigo, perguntou:
"Olá! Onde vais?"
O amigo respondeu, feliz:
"Vou aonde meus pés me levarem..."
O monge ficou intrigado com a resposta e comentou com seu mestre. Este lhe disse:
"Da próxima vez, diga-lhe: 'E se não tivesses pés?'"
Quando o jovem noviço viu o amigo de novo na manhã seguinte, fez a mesma pergunta já antecipando o momento em que pegaria o amigo de jeito, desta vez:
"Onde vais?"
Mas o outro disse:
"Aonde o vento me levar!"
O monge ficou frustado! Voltou ao mestre e contou a nova resposta, e este, sorrindo, disse:
"Da próxima vez, diga-lhe: 'E se o vento parasse de soprar?'"
O jovem monge ficou encantado com a idéia:
"Sim, sim! Essa é boa! Agora ele não me escapa!"
No dia seguinte, ao amanhecer, ele viu seu amigo aproximando-se de novo. Perguntou-lhe:
"Olá! Onde vais?"
O amigo parou, sorriu-lhe, e falou suavemente:
"Simplesmente vou ao mercado, meu amigo...", e seguiu seu caminho.
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Dez Recomendações
- SOBRE O CORPO: não peça que todas as doenças sejam eliminadas, pois, quando o corpo está a salvo de todas as doenças, a cobiça logo surge. Quando a cobiça aparece, os preceitos são quebrados e o progresso se transforma em retrocesso.
- SOBRE A GESTÃO DOS ASSUNTOS TERRENOS: não peça que todas as tarefas sejam fáceis, pois, quando tudo é muito fácil, o orgulho logo brota na mente. Quando o orgulho surge, a petulância e a mentira aparecem.
- SOBRE O PENSAMENTO: não peça que o raciocínio seja sempre desimpedido, pois, quando o pensamento não encontra obstáculos, rapidamente se torna febril e irregular. Quando o pensar assume essas qualidades, surge a ilusão e passamos a acreditar que o falso é verdadeiro e o verdadeiro, falso.
- SOBRE A PRÁTICA DO BUDISMO: não peça que não haja provações, pois, quando alguém não é testado, seus votos não se fortalecem. Quando os votos não são firmes, podemos facilmente ser levados a acreditar que foi alcançado o que ainda não alcançamos.
- SOBRE O PLANEJAMENTO: não peça que planejar seja sempre simples, pois, quando tal acontece, a vontade torna-se fraca e ineficaz. Quando a vontade da pessoa é fraca e ineficaz, ela pode se convencer de que tem menos capacidades do que realmente tem.
- SOBRE AS AMIZADES: não peça que tudo seja sempre feito à sua maneira, pois, quando esse é o caso, logo perdemos a noção do que é certo e errado. Quando essa noção é perdida, tendemos a acusar os outros por qualquer coisa que vá mal.
- SOBRE AS PESSOAS: não peça que os outros sempre acatem sua liderança, pois, quando isso acontece, a arrogância logo desponta. Quando alguém se torna arrogante, passa a aferrar-se aos apegos do ego.
- SOBRE A MORALIDADE: não peça para ser recompensado por seu comportamento moral, pois, quando isso acontece, tornamo-nos logo calculistas em relação a tudo o que fazemos. Quando alguém se torna calculista, começa a ansiar por fama e boa reputação.
- SOBRE OS LUCROS: não peça por sempre obter parte dos lucros pois, quando isso acontece, logo surgem a preguiça e a morosidade. Quando alguém se torna preguiçoso e lerdo, logo se prejudica.
- SOBRE AS FALSAS ACUSAÇÕES: não tente se justificar ou explicar, pois isso apenas fortalece a ilusão da individualidade isolada. Quando surge a ilusão da individualidade isolada, pensamentos de ira e vingança não demoram a se apresentar.
Zen
Estudar o Zen é estudar a si mesmo,
Estudar a si mesmo é esquecer de si mesmo,
Esquecer de si mesmo é estar Uno com todas as coisas.
- Mestre Dogen
Estudar a si mesmo é esquecer de si mesmo,
Esquecer de si mesmo é estar Uno com todas as coisas.
- Mestre Dogen
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Oito Ventos
Lucro e prejuízo,
difamação e fama,
elogio e repreensão,
sofrimento e alegria,
são todos impermanentes;
portanto ...
por que deveriam ser causa de satisfação
ou de insatisfação?
— extraído do Vinaya Mahasanghika
difamação e fama,
elogio e repreensão,
sofrimento e alegria,
são todos impermanentes;
portanto ...
por que deveriam ser causa de satisfação
ou de insatisfação?
— extraído do Vinaya Mahasanghika
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